A história dos vencedores

Como eu nunca ouvi falar disso ?

As idéias da cultura moderna sobre as origens cristãs vem da versão cristã da história

Como é possível que ninguém nunca te disse que o Cristianismo adotou idéias de outras religiões antigas ? E o fato de que ninguém nunca te disse isso te faz pensar que essa coisa de origens pagãs é loucura, certo ?

Parte do problema pode ser o fato de você não conhecer os livros certos (veja no site original em inglês). A idéia de que o cristianismo adotou as idéias do paganismo vem desde os anos 1400, quando protestantes anti-catolicismo iniciaram sua descoberta de idéias pagãs na igreja romana (vide os livros do professor Smith no site original). Na segunda metade do século 19 arqueólogos descobriram e traduziram textos assírios, babilônicos e egípcios que eram mil anos mais velhos que os mais antigos textos judaicos. As lendas nestes textos se mostraram interessantes paralelos das lendas do velho testamento, levando pessoas razoáveis a entenderem que muitas estórias bíblicas do velho testamento eram cópias dos mitos mais antigos do oriente médio. Estudiosos profissionais ávidos porém descuidados criaram uma teoria similar de cópia mito por mito para as estórias do novo testamento acerca de Jesus (vide o livro do Dr. Schweitzer no site POCM).

Nos anos 50 a teoria mito por mito enfraqueceu muito devido a falta de evidência. Nas décadas recentes ela foi substituída por:

  1. Acadêmicos que escrevem livros acerca de um único aspecto da religião antiga – demônios, milagres, vida após a morte, nascimentos divinos, sonhos mágicos enviados por deus, etc – e que incluem o cristianismo como apenas um outro exemplo de como o pensamento religioso antigo funcionava.

  2. Pessoas não malucas, incluindo estudiosos que não são de departamentos religiosos ou teológicos, que escrevem livros do gênero teoria de Jesus e apontam a falta de evidência de um Jesus histórico no primeiro século, a partir do que eles concluem que o cristianismo do primeiro século era a respeito de um Jesus mítico baseado nas profecias do velho testamento. As lendas galiléias foram adicionadas no segundo século.

  3. Amadores gentios indisciplinados que repetem e elaboram os mesmos erros dos místicos do século 19.

As origens pagãs do cristianismo estão aí. Você só precisa saber onde procurar.

Por outro lado, se você procurar a igreja ou a cultura popular, então é claro que ficará desapontado. O pessoal da igreja não acredita que o cristianismo tem origens pagãs, por isso não dirão isso a você. E a cultura popular ? O povo não sabe nem se importa.

E as universidades ? Os estudiosos dos departamentos teológicos e religiosos das universidades de renome não deveriam saber das origens pagãs do cristianismo, se elas existissem ? Algumas coisas acontecem (veremos isso no capítulo razões – estudos, uma tradução futura). Primeiramente, alguns acadêmicos proclamam disso, como indicado acima.

Em segundo lugar, muitos estudiosos da religião, particularmente da religião cristã, são… cristãos. Liberais ou conservadores (do ponto de vista bíblico), seus estudos bíblicos não procuram saber se o cristianismo é verdadeiro. Seus estudos procuram demonstrar como o cristianismo é verdadeiro. Sendo estudiosos eles ouviram falar das origens pagãs do cristianismo, mas como cristãos eles não acreditam. Você não irá ouvi-los falar das origens pagãs do cristianismo.

Acha que estou inventando isso ? Eis a lista de estudiosos de língua inglesa que examinaram a teoria das origens pagãs e concluíram que não houve adoção das idéias pagãs pelo cristianismo. Essa lista foi apresentada pelo Reverendo (repararam no título ?) Bruce Manning Metzger, estudioso partidário da não-adoção das idéias pagãs pelo cristianismo. Todos os estudiosos nesta lista sãoclérigos cristãos !

Samuel CheethamUm líder religioso da Igreja Anglicana, escreveu uma história da igreja cristã, porém é mais conhecido por sua obra intitulada “Dictionary of Christian Antiquities”.

H. A. A. Kennedy, um teólogo cristão.

J. Gresham Machen – um dos mais articulados defensores da teologia cristã ortodoxa contra as tendências racionalizantes e liberalizantes do início do século XX.

A. D. Nock, Dr. em divindades e famosos apologista cristão.

Hugo Rahner, sacerdote católico e teólogo cristão.

As pessoas que se preocupam com as origens cristãs a ponto de estudar e escrever sobre o assunto – estudiosos do assunto – geralmente fazem isso exatamente porque inciam com a idéia de que o cristianismo é verdadeiroque ele não tem origens pagãs. Eles não estudam se o cristianismo é verdadeiro, eles estudam como ele pode ser verdadeiro.

Finalmente, os estudos liberais modernos do novo testamento (que não levam a bíblia ao pé da letra) deixaram de acreditar que os evangelhos são históricos, mas acreditam na idéia básica das lendas de Jesus, sendo os evangelhos estórias “meia boca” imperfeitas de segunda ou quinta mão, de uma pessoa chamada Jesus. Os estudos liberais mostram como a discussão literária inteligente pode descobrir o verdadeiro significado de Jesus a partir das estórias imperfeitas dos evangelhos aparentemente verdadeiros. Os liberais não verificam se isso pode ser feito, nem se a história básica da lenda de Jesus é verdadeira. Os liberais ouviram falar das origens pagãs do cristianismo, mas isto entra em conflito com o axioma não examinado que justifica o trabalho de suas vidas, e eles não acreditam. Você apenas os ouvirá falar com desprezo das origens pagãs do cristianismo.

Onde encontrar comparativos religiosos do cristianismo e outras religiões antigas ?

Matricule-se em algum curso na faculdade mais próxima, e você ouvirá falar muito nas semelhanças e diferenças entre o cristianismo e outras religiões modernas. Para ver o que digo, veja as descrições de cursos do departamento de religião da sua universidade favorita, por exemplo Harvard (claro que você provavelmente não irá até Harvard; faça uma pesquisa. Nota do tradutor). Há muitas comparações, certo ? Cristianismo comparado ao Judaísmo, cristianismo comparado ao Islã, ao Hinduísmo, Budismo, há muitas comparações.

Agora procure cursos que comparam o cristianismo ao Osirismo, Mitraísmo, Eleusismo, Platonismo, ou qualquer religião ou filosofia pagã antiga. Encontrou algo ? Não. Não há nada, nada ! Isso surpreende.

Afinal, o cristianismo iniciou em meio a cultura pagã. Antes de se converterem, muitos dos primeiros cristãos eram pagãos. Ainda assim nossa cultura moderna desconhece qualquer similaridade entre as idéias pagãs antigas e as idéias cristãs antigas. Desconhece ! É como se 3 mil anos de história religiosa ocidental nunca tivesse existido.

Por que ?

Porque ninguém pensa em perguntar. Pregadores, cristãos, estudiosos cristãos conservadores ou liberais, ou não cristãos desinteressados, todos veem o cristianismo como uma marca d’água – haviam religiões primitivas politeístas pré-cristãs, e então surgiu o cristianismo. Vemos desta forma porque as idéias da cultura moderna acerca das origens do cristianismo vem da versão cristã da estória, a versão escrita pelos primeiros cristãos, para cristãos, recontando a estória de forma que os fatos se encaixem na teologia cristã romana.

A teologia cristã romana imagina o cristianismo Big Bang: milagroso, único, descontínuo. Havia religiões primitivas politeístas pré-cristãs, então Jesus trouxe novas idéias radicais (baseadas no judaísmo, porém novas) acerca de deus e dos homens. Esta é a estória cristã. É assim que enxergamos.

Como a versão cristã se tornou a única que conhecemos ? Eis como:

No início a única versão das origens cristãs que sobreviveu a antiguidade foi a versão escrita pelos vitoriosos cristãos romanos.

A estória regulamentar das origens cristãs foi escrita por um bispo católico romano

Depois que o imperador romano Constantino se converteu ao cristianismo (ano 312) ele disse a seu amigo Eusébio que escrevesse como foi a história do início do cristianismo “após a publicação dos evangelhos”. Eusébio não era apenas o amigo do imperador, era também o bispo de Cesareia. Um cristão. A mais velha história das origens cristãs, a obra “História da Igreja” de Eusébio, foi escrita por cristãos, para cristãos. Ela dá a versão cristã romana da história.

E as outras versões cristãs de suas origens ? Elas foram suprimidas. Uma razão pela qual a versão que recebemos das origens soa plausível é que não há outra versão para comparar.

Não há versão pagã da estória das origens cristãs. Mesmo no segundo e terceiro séculos depois de Cristo, o cristianismo não impressionou muito nem os gregos, nem os romanos, e certamente no seu início, no primeiro século, nenhum pagão – nem gregos, nem romanos, nem judeus, nem thracianos, nem egípcios, etc – conheciam ou se importavam com a minúscula nova seita para escrever sua história. Não há versão contemporânea pagã das origens do cristianismo.

Houve relatos pagãos posteriores. Celso escreveu no segundo século. Porfírio de Tiro escreveu quinze livros contra o cristianismo no terceiro século. Mas nenhum destes livros eram relatos históricos, eram comentários baseados na escrita e lenda cristã. Comentários desfavoráveis. De qualquer forma eles foram banidos e queimados, e apenas fragmentos restaram.

Você não ouve falar das origens pagãs do cristianismo porque a história que sobreviveu à antiguidade foi a versão católica romana de Eusébio, escrita por cristãos romanos, para cristãos romanos.

Qual é o ponto principal ?

Cristão ou não, você tem uma perspectiva cristã da unicidade do cristianismo – é a única perspectiva que você conhece. Não importa o que acreditamos acerca da veracidade do que é dito na manhã de domingo da igreja cristã; vemos o cristianismo cristalizado – havia religiões primitivas politeístas pré-cristas, e então surgiu o cristianismo.

Não é verdade.

POCM mostra o porquê de isso não ser verdade.

Alexandria, Egito – ano 415

Enfurecido por uma questão doutrinária acerca da verdadeira natureza de Cristo, Cirilo, patriarca cristão de Alexandria, incita um massacre contra aqueles que negam sua teoria. Os correligionários de Cirilo afirmavam sua fé queimando as casas de oponentes doutrinários e expulsando comunidades inteiras da cidade. Em um fatídico dia Hipátia – uma estudiosa não cristã, filósofa, e professora renomada no mundo mediterrâneo por sua devoção ao aprendizado e iluminação – montou em sua carruagem e se dirigia à Grande Biblioteca de Alexandria. Uma turba se reúne, entoando protestos contra ela.

Os participantes da turba se aproximam, param a carruagem de Hipátia, agarraram-na, puxam-na para a rua onde mãos ávidas despem-na, deixando-a nua. Zombando dela eles a arrastaram para uma igreja onde os oficiais cristãos imediatamente dilaceraram seu corpo.

Gibbon descreve a cena: “Sua carne foi separada de seus ossos com o uso de conchas de ostras afiadas, e seus membros, ainda tremendo, foram lançados às chamas. [Decline and Fall Ch. 47]

Por que mencionamos o assassinato de Hipátia ? Porque sua história ajuda a responder a pergunta que você já deve estar se fazendo: Ok, se cristianismo tem origens pagãs, por que nunca ouvi falar nisso ?

A história é escrita pelos vencedores. Você nunca ouviu falar das origens pagãs do cristianismo porque quando os cristãos institucionalizaram a igreja no início dos anos 300, sua reação à competição pagã foi negar e suprimir os ensinos pagãos. Queimar escritos pagãos. Expulsar comunidades dissidentes para o deserto. Assassinar estudiosos pagãos.

Funcionou bem. Tão bem que a palavra pagão se tornou pejorativa. Tão bem que muito do entendimento atual destas fés está disponível somente porque estudiosos reconstruíram a teologia pagã ao ler as entrelinhas da propaganda cristã anti-paganismo. – a literatura pagã original foi perdida nas fogueiras da supressão.

Você conhece a versão cristã da história religiosa porque o paganismo foi suprimido

Vamos no assegurar de que você entende qual o significado de pagão que POCM tem em mente

Pagão tem muitos significados:

Roma antiga

Os pagãos antigos não se denominavam assim. Para romanos de antes do quarto século pagus era uma palavra latina que significava aldeia ou interior. Um paganus era um aldeão ou pessoa do interior, uma nuance sugeria caipira.

O significado “não cristão” para a palavra pagão foi inventado pelos cristãos. Aconteceu assim: o sucesso político do cristianismo ocorreu na cidade de roma, com a conversão do Imperador Constantino no ano 312. Constantino e posteriores imperadores cristãos tinham poder ilimitado para cobrar impostos, agir fora da lei, regular e usar outras formas para suprimir as demais religiões – e eles fizeram uso disso. Estes poderes eram mais fortes nas cidades. No interior, distante das espadas ensanguentadas da supressão romana, as religiões anteriores perduraram nas aldeias, entre os pagani.

No final do quarto século, oficias da igreja cristã usaram o termo pagão para ridicularizar as antigas fés pré-cristãs, chamando-as de religião de caipiras.

POCM tem em mente o significado “religião antiga não-cristã” – sem a nuance de caipira. Quando falamos em origens pagãs do cristianismo estamos falando de civilização e religião antiga em geral.

Atualmente pagão geralmente descreve religiões que veneram a Mãe-Terra que objetivam por a vida em harmonia com os ritmos das estações. Há muitas bruxas e incenso associadas a isto. De qualquer forma, este não é o significado de pagão que POCM tem em mente.

O usos cotidiano moderno herda a nuance pejorativa do quarto século. Pagão significa não civilizado, não cristão ou bárbaro. E sugere dissolução moral e sexual. Este também não é o significado de pagão que POCM tem em mente.

Fonte: http://www.pocm.info/getting_started_victors_history.html

Mitos: mais que estórias tolas

As estórias de Jesus não são uma cópia “fato por fato” das estórias pagãs ridículas. Os primeiros cristãos usaram idéias pagãs para criar seus próprios fatos ridículos.

Greg

Se você acha que POCM não está apenas errado mas sim totalmente estúpido, este texto é para você. Pela experiência do autor, os e-mails de pessoas que não gostam mesmo do POCM demonstram que tais pessoas não entendem o que o POCM tem a dizer. O autor admite sua falha de comunicação e com este texto ele procura se redimir.

O que os conservadores dizem do POCM

Os cristãos conservadores e literais acreditam na importância de Jesus por causa dos acontecimentos históricos. Segundo eles, os evangelhos são histórias de primeira mão escritos por pessoas que conversaram, comeram e dormiram (não juntos, :-P ) com o Jesus histórico. Os fatos da vida de Jesus provam Sua divindade, o significado de Sua vida, provam nossa salvação. Para estes literais, os fatos, digo, fatos dos evangelhos, são a unidade irredutível e fundamental da estória de Jesus.

Quando os literais ouvem “o cristianismo adotou idéias pagãs” eles entendem que os escritores dos evangelhos tomaram fatos – eventos – das estórias pagãs. Eles vêem Lucas com o evangelho de Hórus sobre a mesa, copiando a frase “nascido em 25 de Dezembro”, copiando “mãe virgem,” copiando “crucificado”. Coisas do tipo.

Segundo os conservadores, essa idéia é absurda. Os escritores dos evangelhos conheceram Jesus pessoalmente e sabiam que ele era judeu, não um pagão. Eles ironizam perguntando se devem ignorar a experiência em primeira mão dos escritores dos evangelhos e aceitar as estórias de Hórus e dizem que isto é loucura. E dizem ainda que de qualquer forma as estórias pagãs são sempre diferentes, em algum ponto, da história cristã, que Greg é irracionalmente estúpido e que seu site, POCM, é provavelmente o site mais desonesto da internet.

A diferença da teoria de POCM

Os fatos que os literais apresentam não são fatos (como será apresentado em futura tradução). POCM não parte do princípio de que a unidade fundamental das estórias de Jesus são os “fatos” de sua estória.

POCM parte do princípio dos textos pagãos da antiguidade, os quais relatam que a cultura pagã mediterrânea da antiguidade era repleta de estórias de sonhos mágicos, profecias, milagres, anjos, demônios, e filhos de Deus que andaram pela terra, pregaram, e trouxeram salvação. Os blocos de construção da religião pagã são similares.

Outra observação do POCM é que os fatos das estórias pagãs não vieram aleatoriamente. Os contadores de estórias pagãs organizaram seus fatos inventados de forma a ter propósito, lógica e significado. Um exemplo. Homens divinos tiveram nascimentos milagrosos. Isso era sinal de alguém especial. Então se alguém queria mostrar que uma pessoa real era especial – Alexandre o Grande, ou o imperador Augusto, ou Rômulo, ou Cipião Africano – esse alguém criava uma estória de nascimento milagroso e divino. A teoria de POCM é que quando investigamos os “fatos” para chegar ao propósito, vemos que o propósito pagão e o propósito cristão é geralmente o mesmo. O propósito cristão é o mesmo propósito pagão. O cristianismo é produto de seu tempo e espaço.

POCM mostra do que tratam os mitos: propósito, lógica e significado. O nascimento virginal de Jesus não foi copiado, fato por fato, de Hórus, Mitra ou Alexandre. Os fatos em cada um destes mitos pagãos são diferentes. O que todos compartilham é lógica e propósito: eis de onde vem a divindade deste grande homem / homem divino. Um ser divino do céu deu este dom à ele.

Se você não está interessado ou não é capaz de ver a questão desta forma, POCM será perda de tempo para você.

Orações no altar de Dioniso conectavam seus seguidores ao criador divino do universo.

Nossas almas vem de deus, e anseiam por união com deus. Depois da morte viajamos para o céu ou paraíso, onde passaremos a eternidade contemplando a inexprimível e indescritível glória de deus. Assim é a religião da antiguidade.

Entendendo POCM

Os primeiros cristãos não chegaram às estórias de Jesus copiando fatos das estórias de outros deuses da antiguidade. Jesus não é Mitra com um novo nome. Os cristãos criaram seus fatos de Jesus pela invenção de novas estórias que compartilhavam os propósitos dos pagãos da antiguidade. Deus no céu envia seu filho à Terra. Poder para operar milagres, cura, ressuscitar os mortos, vida eterna. POCM explica cada uma destas teologias pagãs, e mais.

Para entender POCM, você precisa enxergar mais que os fatos nas estórias. Você precisa enxergar os propósitos que levaram os criadores de mitos a inventar especificamente estes fatos.

Poderosos benefícios

Ver esta conexão de dois níveis não é apenas divertido, mas também ajuda a identificar estas conexões. Não estamos apenas procurando fatos similares, estamos procurando uma estória similar.

Nascimento virginal: Aposto que se você pesquisar na internet você encontrará dúzias de pessoas para te convencer de que Jesus não é uma cópia de um deus pagão. Uma forma de afirmar isso é dizendo que o nascimento virginal de Jesus foi único.

Eis um exemplo:

Em quase todos os relatos pagãos, um deus ou deusa tem intercurso sexual com um ser humano ou divino. Um fato, entre tantos, que parece ter escapado das mentes dos proponentes das origens pagãs, é que depois do intercurso sexual, a pessoa não é mais virgem.

R. Button

A visão do POCM acerca do nascimento de Jesus é um pouco diferente. O propósito das antigas estórias de nascimento divino de um pai deus e uma mulher mortal – mitos – era racionalizar um homem divino. Divindade e poderes divinos do Papai. Humanidade da mamãe. Os antigos criaram suas estórias em acordo. Virgindade desnecessária. O nascimento de Jesus se encaixa neste propósito. Divindade do Espírito Santo, humanidade de Maria. É assim que os antigos enxergam; oras, é assim que POCM enxerga.

E a virgindade ? Também tem origem pagã. Os nascimentos de homens divinos pagãos eram preditos com profecias divinas. Assim como foi com Jesus. Os escritores do evangelhos sabiam que isto devia ser verdade. E assim eles verificaram o velho testamento e encontraram. Deus (conforme Isaías disse, eles escreveram) enviaria um messias, filho de uma jovem solteira. A palavra solteira do hebreu foi traduzida para o grego como virgem. Que tal isso ?

É provável que você não saberia de tudo isso se você não conhecesse o POCM (ou esta tradução, quem sabe :-P ).

(Se gostou disso, talvez goste das estórias de milagres, disponíveis em ideias pagãs – milagres (ainda não traduzido).

Fonte: http://www.pocm.info/getting_started_myth.html

Parabéns, você conhecerá as origens pagãs do mito de Cristo

Você descobrirá que as culturas antigas do mediterrâneo compartilhavam idéias padrão acerca de deuses, seus poderes e seu lugar no universo – e que o Cristianismo simplesmente adotou estas idéias, e as aplicou a Jesus.

O Cristianismo foi um produto de seu tempo e espaço.

Greg

O site Pagan origins of the Christ myth trata de uma questão que provavelmente você nunca pensou a respeito:

O Cristianismo tomou idéias de outras religiões ?

Se você é como a maioria daqueles que cresceram no meio cristão, você acredita que não. Fomos ensinados a crer que o Cristianismo começou com… Jesus. E que ele mudou o mundo com idéias novas e revolucionárias.

Não foi assim. O Cristianismo não veio de Jesus, mas sim do acúmulo de lendas e teologias de pessoas que acreditavam em Jesus. A origem de tais idéias não é Jesus, e sim os mitos, lendas, filosofias, preconceitos, literatura, superstições e cosmologia primitiva da cultura ocidental antiga.

O Cristianismo foi um produto de seu tempo e espaço.

É disso que trata o site POCM – pagan origins of the Christ myth.

Começaremos a pensar acerca do plágio cristão com uma simples pergunta:

“Com que critério podemos decidir quais estórias antigas de homem divino eram novas e originais, e quais eram mitos construídos a partir das idéias religiosas de seus dias ?”

Eis o que queremos dizer:

Quando dizemos que Osíris traz a seus seguidores vida eterna no céu egípcio, onde contemplaremos a inexprimível e indescritível glória de deus, entendemos que isto é um mito.

Quando se diz que os rituais sagrados de Deméter em Elêusis trarão felicidade a seus seguidores em suas vidas eternas, entende-se que isto é um mito.

De fato, quando os escritores antigos dizem que em geral as pessoas da antiguidade criam na vida eterna, e que os bons vão para os Campos Elísios e aqueles não tão bons vão para o hades, entende-se que isto é um mito.

Quando a saliva de Vespasiano curou a cegueira de um homem, entendemos que isto é um mito também.

Quando Apolônio de Tiana ressuscitou uma garota, entendemos isso como outro mito.

Quando Pítia, a sacerdotisa do oráculo de Apolo em Delfos, na Grécia, profetizou, e continuou profetizando por mil anos, e as profecias se realizaram, entendemos isso como mais um mito.

Quando Dioniso transformou água em vinho, cremos que isso é um mito. E quando os seus seguidores estão cheios do seu espírito, o Espírito de um deus, entendemos isto como outro mito.

Quando Rômulo é descrito como o Filho de Deus, nascido de uma virgem, para nós isso é um mito.

Quando Alexandre o Grande é descrito como o Filho de Deus, nascido de uma mulher mortal, cremos que isto é apenas mais um mito. Pode-se dizer o mesmo de Augusto, Cipião Africano e Dioniso.

Então por que quando Jesus é descrito como:

o Filho de Deus,

nascido de uma mulher mortal,

de acordo com uma profecia

e que transformou água em vinho

ressuscitou garotas

curou cegos com sua saliva

e preparou caminho para que seus seguidores tenham vida eterna no céu e contemplem a indescritível e inexprimível glória de Deus, e manda ao hades, quer dizer, inferno, os maus…

Como isso não é um mito ?

E como, numa cultura com tantos filhos de deus, onde milagres eram vistos como ciência, onde céu, inferno, deus, vida eterna e salvação estavam presentes nos templos, nas filosofias, nos livros, nos festivais de rua, como podemos imaginar que Jesus e as estórias a seu respeito são originais, e que não copiaram nada da cultura de onde vieram, uma cultura cheia das mesmas idéias ?

POCM responde a estas questões através dos escritos dos povos antigos acerca das religiões antigas. O que as evidências mostrarão é que a cultura ocidental antiga tinha idéias convencionais acerca dos deuses, seus poderes e lugar no universo. O cristianismo adotou essas idéias.

Os pagãos da antiguidade acreditavam em vários níveis de divindade, cujos indivíduos tinham poderes milagrosos, desciam e subiam de volta a seus lares celestiais. Seres divinos se preocupavam com as pessoas, ouviam e respondiam as suas orações, davam o poder da profecia, e davam uma alternativa melhor para a vida eterna que vem após a morte.

O cristianismo é um produto de seu tempo e espaço. O cristianismo é uma religião pagã antiga.

POCM retrata a história das idéias da civilização ocidental.

POCM não trata de crenças religiosas, pelo menos não no sentido de se preocupar se você é ou não cristão. POCM não liga para isso. POCM não quer mudar sua fé.

Não queremos empurrar uma religião sobre a outra, nem o ateísmo ou a ausência de religião sobre a fé. Deixo claro que eu não sou pagão. Mas se escrevi bem você conhecerá todo este conteúdo e entenderá as minhas convicções religiosas.

Fonte: http://www.pocm.info/getting_started_pocm.html